3 pontos e pouco mais

Uma vitória que valeu… pela vitória! O filme (de terror) dos últimos jogos repetiu-se: Primeiro tempo bom, não excelente como disse o Saci Cover Andrezinho. 2 a 0 de vantagem. Em casa, essa é a hora de AMASSAR o adversário, seja ele quem for. Mas não para este Inter anêmico.

Dizer que o Barueri fez os dois gols só porque foram dois lances FORTUITOS, de bola parada e em falhas do Michel Alves, é muito simplista. O time Colorado parou, começou a recuar (antes eu achava que era inconsciente, agora acho que isso já está no SUBCONSCIENTE do grupo) e cedeu espaços ao decepcionante time paulista.
Aos 85 minutos de jogo Andrezinho bate uma falta com maestria, no ângulo. O fraco goleiro Renê (que para o narrador do PFC é GUENÊ) faz um milagre. A redonda se apresenta limpa para Sorondo. O gigante uruguaio empurra pro fundo do barbante, fecha os punhos, mostra os dentes em sinal de raiva e faz o típico sinal “VAMO CARAJO”!

É isso que falta pro Inter reencontrar-se.

Agora uma breve análise dos comandados de Adenor nesta partida que QUASE decretou uma hecatombe de protestos no paleolítico Portão 8 do Gigante:

Michel Alves – Não dá para “tampar” o sol com a peneira. Foi mal, muito mal. E por pouco não causou a derrota por seus erros individuais. Como ganhamos, todo mundo diz que “foi falta de ritmo”. Se terminasse 2 a 2, coitado do cara… Nota 4.

Bolívar – Como de costume, levou um cartão amarelo, tentou umas quatro jogadas no ataque e colaborou bastante na marcação. Como o Barueri subiu pouco pela esquerda de seu ataque, foi discreto no jogo todo. Nota 5,38.

Índio – Sem explosão na defesa e com dificuldades na bola aérea ofensiva, uma de suas especialidades. Enfrenta má fase, mas é um jogador muito confiável. Nota 6,12.

Sorondo – Melhor em campo. Ganhou praticamente todas jogadas pelo alto, marcou firme, desarmou, cobriu espaços e fez o gol da vitória, segundo depois de sua recuperação física. Unanimidade na agora frágil defesa Colorada. Nota 8,49

Kléber – No primeiro tempo de jogo algo mágico aconteceu: Kléber ATACOU. Foi até emocionante de ver… Os torcedores nas sociais viam aquele FOGUETE negro rasgando a lateral esquerda e enchiam os olhos de lágrimas! No segundo tempo voltou ao normal de sempre… Nota 6,87.

Sandro – Voltou a ser o Sandro marcador e que desarma na bola. É um primeiro volante diferenciado, mas que precisa de um esquema sólido no meio de campo para atuar bem. Nota 7,05.

Guiñazú – O dublê das cenas perigosas do filme 300 foi o guerreiro incansável de sempre. Num lance comum no segundo tempo, fiquei cuidando só a movimentação do Cholo: percorreu o lado direito INTEIRO do campo, de um extremo ao outro, sem que a bola saísse e sempre apertando a marcação nos adversários. Nota 8,02.

Giuliano – Confesso a minha má vontade com o futebol do piá. Ainda é garoto, eu sei, mas enfeita demais, tenta fazer tudo de primeira… Precisa de um orientador SÉRIO para que desenvolva todo o potencial. Nota 5,98.

Andrezinho – Foi o jogador mais importante da partida, mas não o melhor. Participou dos três gols e no primeiro tempo ditou o ritmo da equipe. No segundo sucumbiu diante do esquema 7-1-2. Mas é um jogador interessante e que qualquer elenco deveria ter. Nota 8,35.

Taison – Tudo bem, não está AQUELE Taison ainda… Mas nota-se a melhora, principalmente no ÂNIMO e na vontade do atleta. Precisa recuperar a confiança de olhar na cara do marcador e dizer “tô passando Zé”! O que não dá é pra queimar um talento nato como o nosso 7… Nota 6,67.

Alecsandro – Confesso a minha má vontade (volume II) com o nosso centroavante. Se ele tentasse ser apenas isso, o 9, beleza. Mas tenta umas jogadas sem propósito, que aposto que nem nos treinos com os juvenis funcionam. Mas guardou mais um, e isso que importa. Já é o artilheiro do time no Brasileiro e tem 16 gols na temporada. Nota 7,41.

Bolaños, Danny e Leandrão – Entraram nos finalmentes. Mas Leandrão conseguiu tomar um amarelo!

Notas Vermelhas:

– O time começa a viagem para o Japão nesta sexta dia 31. Dia 5 de agosto (quarta) enfrenta o Oita Trinita, campeão da J-League (abraço Nakamura) pela Copa Suruga. 17 jogadores vão se bandear pras terras de Musashi. Álvaro, D’ale e Magrão ficam em Porto Alegre “aprimorando a parte física”. Mesmo com a recente morte de seu pai, Tite comandará a comissão técnica. Prova de profissionalismo de Adenor.

O Capitão Planeta pode (e DEVE) estar voltando! Mais sobre o assunto na semana que vem!

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