Animal!

No hoje mesozóico ano de 1994, um cara se escorou na goleira do Beira-Rio e fez um gol. O Inter alcançava um dos momentos mais desgraçados da Década Que Não Gostamos de Lembrar Mas Se Faz Necessário Não Esquecer. E para um piá de 8 anos de idade, essa imagem (assim como a narração da Guaíba) ficou soldada na memória. 

Perdemos por 0 a 2 para um Palmeiras inacreditavelmente bom e que seria bicampeão do certame nacional. Rivaldo, Zinho, Evair, Cafú, Antônio Carlos, Velloso… e Edmundo. O Animal, como Osmar Santos alcunhara-o, era um jogador que tinha tudo: habilidade, explosão, força, potência no arremate, jogada de flanco, “vitória pessoal sobre o marcador” (BIGOTH, Juarez), e uma FOME que o diferenciava da massa jogadora de bola. Fome essa que muitas vezes o atrapalhou, pois canalizava este sentimento para chutar um camera-man na Bolívia, dar tapinhas no rosto de um argentino ou elogiar juízes Brasil afora.

Relembro deste gol e deste “jogadoraço”, como dizia Januário de Oliveira, por causa de Leandro, o Demonhão. Tem tudo. E fome, MUITA fome para jogar bola. E sabe o que fazer com ela. E fez um gol tirando onda do Palmeiras, no Pacaembu, 17 anos depois do deboche do Animal no Beira-Rio. 

Obrigado pela vingança, Demonhão!

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