Julho Vermelho: Sem torcida, sem gramado, sem estádio, com Grenal

Querido Diário Colorado. 22 de julho. 4 meses e 950 mil dias depois, o Inter voltou ao relvado. Num Grenal! Só que em Caxias. E a torcida era um telão, e o gramado era um pasto. E os treinamentos eram sem coletivos… Se o século XXI já tava meio estranho, 2020 é o ápice da distopia.

Em julho realizamos 3 partidas, todas pelo Gauchão e nenhuma no Beira-Rio: 0 a 1 no Grenal, 1 a 1 contra o Esportivo e 2 a 0 diante do Aimoré.

MAS TU VIU O JOGO, PAI?

Lógico que vi os 3 jogos! A fome pra ver o time do cara estava batendo no teto (e passou tanto tempo que o filho já tá quase andando e falando!).

Os gols do mês foram marcados por William Potker e Guerrero (2). Mas o jogo que importou, mais um vez, foi o Grenal. Aliás, tá banalizado o clássico, heinhô? Daqui a pouco volta a SUL-MINAS (ns) e teremos mais uns 4 clássicos por ano. VAMO SE VALORIZÁ, GURIZADA!

Melancolia e derrota

Cês também curtem esses vídeos de narrações? hahahaha

Último jogo foi o clássico, primeiro na volta, clássico! Todo mundo empolgado e o jogo decepcionou demais. Pelo menos dessa vez não teve briga da quinta série.

O Grêmio foi melhor na maior parte do jogo: desperdiçou um pênalti com Everton Cebolinha, teve em Matheus Henrique e Darlan os destaques no meio de campo e encontrou um gol na falta batida por Jean Pyerre que desviou em Moisés.

O Inter foi mediano como um todo. Não conseguiu achar soluções de criação e também não soube usar a velocidade pelos lados do campo. A qualidade técnica baixa da partida faz sentido, mas a falta de clima e ambiente colaborou demais para o jogo melancólico que tivemos.

PLAYER OF THE MONTH® ou CRAQUE PILHAS PANASONIC de Julho

2 gols em 3 jogos. Paolo Guerrero novamente. Mas assim, ninguém com muito brilho no mês. Menções honrosas para Lomba pela defesa do pênalti no Grenal e para Thiago Galhardo, que é o termômetro criativo do time na temporada.

TEVE ISSO?

Coudet foi um personagem “político” interessante no mês. Além de ser acusado de dirigir xingamentos ao presidente da Federação Gaúcha de Futebol ao final do Grenal, na coletiva do jogo contra o Esportivo, em Bento, disse que se era pra preparar o time para jogar em gramados daquele nível, era melhor o clube procurar outro DT. Muitos viram a atitude como um “se for assim, vou pular da barca”. Na verdade, era ele sendo um agente de pressão para o Inter conseguir voltar a jogar em Porto Alegre (ou pelo menos em Alvorada, que foi o que aconteceu na rodada seguinte).

Atitude diferente da de D’Alessandro. Os gritos do capitão contra o mesmo dirigente da FGF soaram infantis e clubistas no nível IVI e Sistema Azul (beijo, Baldasso). Mas dá pra entender. Um cara como ele, sanguíneo, perdendo um clássico modorrento, sem torcida e sem briga… Deve dar a sensação de que era melhor seguir na quarentena! Certo não foi, mas errado também não tá.  

BALDASSÔMETRO

About the author

Felipe

Felipe da Costa Conti, 34, Jornalista, Colorado.
Queria ser o Taffarel mas não serve nem pra Maizena.

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