Top 3 Sinais de que o Inter nunca mais vai ser Campeão Brasileiro – A Maldição dos Invictos

Nunca mais ganharemos um Brasileirão. Esse pensamento vinha à cabeça nos anos 90 a cada loucura que acontecia com o Inter nos momentos mais inesperados: pênalti perdido pelo Leandro Machado contra o Bragantino e eliminação no quadrangular semifinal de 97 são dois que vem a mente logo de cara, além do caso Leandro Guerreiro na Copa João Havelange. Some isso aos 7 vices, alguns com requintes de crueldade: 67, 68 (Robertão), 87 (Copa União), 88 (empate com o Bahia em casa), 2005 (aquele…), 2006 e 2009. Oito se contarmos com o vice da Série B de 2017 – isso que eu chamo de crueldade…

Mas isso tudo é um castigo por ser o único campeão invicto do certame em toda a história! O time mágico de 1979 deixou pra trás uma maldição que já perseguiu outros invictos pelo mundo. Vamos analisar os casos e tentar entender porque o Inter provavelmente nunca mais vai levantar o maior troféu do Brasil.

Arsenal 2003 / 2004

Se o Inter precisou de 23 jogos para ser campeão em 79 (16 vitórias e 7 empates) os Invincibles de Wenger passaram 38 jogos sem saber o que era um revés. Foram incríveis 26 vitórias, 12 empates e pornográficos 73 gols feitos e 26 sofridos – saldo de 47!

Tamo mal de ataque…

Além do ataque avassalador, a solidez defensiva impressionava. O time ficou sem sofrer gols em 15 dos jogos da campanha. Agora a maldição: o Arsenal é o único time campeão invicto da Premier League (de 92 até hoje) e não venceu nenhum outro Campeonato Inglês desde então – apenas Copas. Foi vice em 2004/2005 e 2015/2016.

Depois de 22 anos a frente da equipe, Arsene Wenger foi substituído pelo espanhol Unay Emery na inglória tarefa de trazer a Premier League de volta para Highbury.

Miami Dolphins 1972 / 1973

A maldição não se aplica apenas ao nosso futebol. Na NFL só uma franquia conseguiu sair de uma temporada sem derrotas. Os Miami Dolphins venceram o título de 72 com um recorde de 17-0. Mais uma vez corroborando a máxima de que ataques ganham jogos e defesas vencem campeonatos, a ‘No-Name Defense’ do lendário técnico Don Shula dominou ataques muito mais poderosos que o dos próprios Dolphins, liderados pelo quarterback Bob Griese.

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Além da trajetória inacreditável de 72, os Dolphins voltaram a vencer o Super Bowl de 73, desta vez com 15 vitórias e duas derrotas. E a partir daí começa a maldição… Mesmo com um dos maiores quarterbacks da história do esporte atuando em Miami por várias temporadas (Dan Marino), a franquia nunca mais conseguiu colocar o anel de campeão no dedo. Foram mais duas aparições no Super Bowl, em 82 e 84, e pouquíssimas vitórias nos playoffs nas últimas duas décadas.

Boatos de que a franquia pode deixar Miami surgem a cada nova temporada. Enquanto isso os remanescentes do título de 1972 seguem se reunindo toda vez que o último invicto da temporada atual perde!

O Próprio Inter

Mais do que maldição, tudo parece ser uma questão de foco. Por anos nossa obsessão foi a Libertadores. Coincidentemente no ano em que parecíamos mais maduros para erguer o Brasileiro, conquistamos a América inédita e um tal de Mundial de Clubes. Também não parece ser questão de formulismo: fomos vice tanto no mata-mata quando nos pontos corridos. Ou seja, a meta do clube teria que ser o Brasileirão em primeiro lugar, e por algumas temporadas, para que se crie a mentalidade necessária para vencer esse tipo de competição.

Assim não, meu vilão…

Enquanto esse foco parece ser utopia, seguiremos relembrando a máquina de Falcão, Mário Sérgio, Mauro Galvão, Valdomiro, Jair, Batista, Bira e CHICO SPINA por muitos e muitos anos.

About the author

Felipe

Felipe da Costa Conti, 34, Jornalista, Colorado.
Queria ser o Taffarel mas não serve nem pra Maizena.

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